BARRA MANSA RECEBE MOSTRA DE CINEMA

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Cerca de 50 alunos do curso de jornalismo do UBM estiveram presentes nos dois dias de mostra no Centro

  O Centro de Barra Mansa recebeu durante os últimos dias a 9ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no Hemisfério Sul. Com o objetivo de mostrar filmes relacionados ao convívio dos moradores locais, o Centro Universitário de Barra Mansa inscreveu a cidade para ser um dos mil pontos de exibição de filmes com temática política e social, pouco vistas nos cinemas atualmente.   Na segunda e quarta-feira, dias 16 e 18 de março respectivamente, o Espaço Tulhas do Café, recebeu a mostra de filmes que contou com a presença de alunos do primeiro e terceiro período de Jornalismo do UBM. Para Alvaro Britto, coordenador do curso, a integração da instituição e do curso com a comunidade, visa divulgar a temática dos direitos humanos, tão oportuna nesses dias atuais de intolerância e de desrespeito às diferenças. Para quem não conhece, a Sala de espetáculo Lourdinha Chiesse, faz parte do antigo Batalhão de Infantaria Blindada, que durou de 1964 a 1973, e seguiu até o fim do século XX como área militar. A escolha do local foi sugestiva, já que o local serviu de prisões na época da Ditadura.

  Os filmes exibidos tinham o intuito de causar um debate sobre a opressão da época vista de diferentes ângulos, como no documentário “Cabra Marcado para Morrer” de Eduardo Coutinho, que mostra a luta do líder camponês João Pedro Teixeira pelos direitos trabalhistas e o filme “Que bom te ver viva” de Lúcia Murat, longa que traz depoimentos de mulheres torturadas durante o Golpe Militar. O filme conta com a participação da professora do UBM Marlene Fernandes e da filósofa Estrela Bohadana, que conta um episódio vivido por ela no antigo quartel em Barra Mansa.

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No filme, Marlene Fernandes conta como sua amiga, ex-presa política Jessie Jane, estava superando o trauma após tortura

  Atualmente, o local pertence à prefeitura, que abriga vários órgãos municipais como Defesa Civil e a Guarda, além do Parque da Cidade e de organizações de cultura como a Companhia de Teatro Sala Preta. “Ocupar esse lugar durante a exibição desses filmes, tem a missão exclusivamente de entender o porquê das pessoas estarem nas ruas segurando cartazes pedindo a volta da Ditadura”, comenta Marcelo Bravo, integrante da Cia de teatro e apresentador do projeto.

  O projeto de mostra de cinema alternativa é uma produção da Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio do Departamento de Cinema e Vídeo, com apoio da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Centro de Informação das Nações Unidas (UNIC-RIO), Centro Técnico Audiovisual (CTAv) e Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Temas diversos

  Além do Centro, o bairro Paraíso de Cima também foi palco da Mostra de Cinema. Os filmes ‘Sophia’, ‘A vizinha do tigre’, ‘Pelas janelas’ e ‘Rio Cigano’ foram exibidos à comunidade na Quadra do CIEP 482 Ada Bogato, e contou com a instalação de uma tela inflável para os espectadores. Os quatro documentários tinham temas variados como racismo, discriminação e violência contra mulher. A mostra no bairro aconteceu nos dias 23 e 25 de março.

Featured imageMatéria por Josiel Lucas

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