DA SÉRIE “MONUMENTOS DO CENTRO”: PARQUE CENTENÁRIO, O FAMOSO JARDIM DAS PREGUIÇAS

É no Parque Centenário que se encontram diversas espécies da fauna e flora do Centro de Barra Mansa.

Fruto de um projeto do engenheiro e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, o Parque Centenário é uma área verde localizada no centro da cidade de Barra Mansa, nas proximidades da Biblioteca e da Câmara Municipal. Criado na década de 1870 por Glaziou, já foi reorganizado pelo paisagista Burle Marx, em 1991. O parque já foi chamado de “Jardim de Baixo”, já que havia o “Jardim de Cima” no largo da Matriz, mas o nome “Parque Centenário” foi dado em 1922, como uma homenagem ao centenário da Independência do Brasil. Algum tempo depois, levou o nome de Praça Feliciano Sodré, em homenagem ao então governador do Estado. Em 1932, no ano do centenário de Barra Mansa, o prefeito Izimbardo Peixoto, por meio de uma lei municipal, devolveu a denominação de ‘Parque Centenário’.

Conhecido como Jardim das Preguiças, ganhou o pseudônimo por hospedar o bicho preguiça, que passeia nas árvores, antigas e altas.

Contextualização

Os trabalhos de paisagismo no Brasil iniciaram-se no final do século XVII, com o projeto para o Passeio Público do Rio de Janeiro. Durante o século XIX, com o aumento das populações urbanas e a mudança dos hábitos sociais, inicia-se o projeto de paisagismo urbano no país. Teve como principal público a elite do Império e da República Velha, que patrocinou o ajardinamento e tratamento paisagístico das suas áreas de moradia. A ação propiciou a criação de praças, parques, promenades e jardins sofisticados, pelas quais passeavam as famílias de posses da época. O principal paisagista do Império foi o francês Auguste François Marie Glaziou, convidado por Dom Pedro II para trabalhar no país em 1858. Ele projetou os parques da Corte, entre eles o da Quinta da Boa Vista, o do Palácio de Verão de Petrópolis, o do Barão de Nova Friburgo, o Parque Centenário em Barra Mansa e muitos outros.

No início do século XIX, o terreno onde se localiza o Parque Centenário era apenas um brejo, o que trazia um desconforto para população que sofria com o mal cheiro e os mosquitos. O então presidente da Câmara Municipal, Joaquim Leite Ribeiro de Almeida, convidou o paisagista do Império para fazer o projeto do Parque. Após a conclusão do projeto em 1874, Glaziou deu início ao plantio do local com as várias mudas trazidas de outros países. O projeto inspirado nos parques franceses, com um lago e uma ponte chinesa, contava ainda com um coreto para as apresentações musicais e quatro estátuas em porcelana de Sevres, colocada uma em cada canto do parque, fazendo referência às quatro estações do ano. Com o passar dos anos, o parque foi descaracterizado pelas inúmeras reformas feitas, fazendo com que desaparecessem as quatro estátuas em porcelana, e chegando ao ponto de ter em seu interior, banheiros públicos e uma quadra de esportes. Mas graças a reforma feita em 1991, que contou com o trabalho do paisagista Burle Marx, essas construções já não existem mais. A primeira reforma ocorreu em 1914, outra em 1922, outra em 1932, a maior em 1949, uma em 1991 e a última esse ano, para a revitalização do piso.

Ao passear pelo Parque, o visitante encontrará o antigo Coreto para apresentações musicais e dois monumentos: um em homenagem ao fundador da cidade, Custódio Ferreira Leite, e o outro em homenagem ao primeiro centenário do município. Estão dispostas 36 espécies arbóreas, como a Canforeira do Ceilão, as Figueiras da Índia, as Palmeiras Imperiais das Antilhas, as Esterculas Fétidas da China, ainda existentes, e as primeiras mudas de Eucaliptos Australianos que foram plantadas no Brasil; e algumas espécies de animais, como micos, cotias, pássaros e a preguiça, animal que faz com que o Parque seja popularmente chamado de “Jardim das Preguiças”. Por abrigar fauna e flora ricas, o parque pode ser considerado um harmônico e importante ecossistema urbano e, portanto, precisa ser preservado.

O coreto de apresentações.

A cotia é o animal mais visto no parque, além dos micos.

GABIMatéria por Gabrielle Helena

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